quarta-feira, 8 de maio de 2013

Queria ter forças...


Queria ter forças,
ser forte,
conseguir ignorar,
esquecer e até,
quem sabe,
ultrapassar isto...
Não consigo,
é mais forte que eu,
mas não creio que seja fraco,
mas sim,
humano...
Isto,
dá cabo de mim,
aos poucos,
vai-me consumindo,
levando-me a pensar em tudo,
até naquilo que não devo...
Neste momento,
apenas queria poder apagar o passado,
cortar os laços,
esquecer que são meus,
ignorá-los e seguir em frente,
mas é tão dificil,
muito dificil mesmo...
A raiva que corre por dentro,
vulcão adormecido,
que tento controlar,
sabendo que a sua natureza é explodir...
Não sei quanto tempo mais,
irei conseguir aguentar a represa,
sem que ela rebente,
sem que as águas ganhem vida e se tornem livres,
e sejam devastadoras à sua passagem feroz...
Não quero chegar a esse ponto,
isso eu sei,
é a certeza que tenho...
Quero antes disso,
ganhar asas,
voar para fora deste ninho,
que à muito deixou de ser porto de abrigo,
e se tornou apenas em ponto de passagem...
Tenho novos rumos,
novos destinos,
novos sentidos...
Não quero ser uma fénix,
não quero renascer depois de explodir,
não quero chegar a esse extremo...
Sei que serei capaz,
tenho a vontade,
tenho o apoio,
e mais importante,
tenho o caminho à minha frente e
a felicidade para caminhar de mãos dadas comigo...

Nuno Miguel Miranda
"Parvoices" de Um Sonhador

1 comentário:

Ana Rita disse...

Adorei o poema! Se há coisa que nós temos sempre é força :)) apesar de por vezes a malandra se esconder bem!

http://rainbowwords1993.blogspot.pt