segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Deita-te...


Deita-te...

Deita-te à minha frente,
despe-te...
Deixa-me ver-te...
Deixa que o teu corpo,
fale,
o teu olhar,
a tua respiração...
O teu corpo,
é livro aberto,
deixa que ele fale...
Sorri-me...

Deita-te,
descontrai,
e...
Sê tu,
naturalmente,
naquele momento apenas,
sem ensaios,
sem conversa de fundo,
deixa que o teu corpo me fale,
me procure,
me diga o que quer...

Deita-te...
Apenas isso...
Vamos deixar que nossos corpos,
se transformem em poesia,
que essa cama,
sejam as folhas em branco,
onde iremos,
transcrever o amor...
Deita-te...

Nuno Miguel Miranda

http://facebook.com/parvoices.de.um.sonhador




2 comentários:

Antonio Gallobar disse...

Um belissimo poema, parabens

Isa Lisboa disse...

Por vezes não é preciso dizer nada...