quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

365 dias dos Namorados



domingo, 10 de fevereiro de 2013

Ser Poeta...


Ser Poeta...

Ser poeta...
O que é preciso para ser poeta?
O que é um poeta?
Sou eu, um poeta?
Não sou poeta,
mas muitos assim me chamam...
Não sei ser poeta,
não sei o que é ser poeta...
Apenas solto palavras,
deixo-as soltas e livres...
As palavras surgem,
invadem o meu pensamento,
trato-as por tu,
deixo que elas fluam livremente enquanto os texto vão,
ganhando forma, vida...
A magia,
se existe alguma magia nisto,
é toda das palavras,
que combinam entre si,
que numa melodia,
dançam,
se unem e criam frases,
textos,
belos poemas...
Liberto nas palavras um pouco de mim,
apenas isso,
elas são um simples comboio de mercadorias vazio,
esperando que eu liberte sentimentos,
e carregadas,
a poesia flui por si só...
É isso um poeta?
Alguém que sonha?
Alguém que "brinca" com as palavras,
apenas com intenção de as deixar livres?
Alguém que não escolhe as palavras que vão saindo pela ponta da caneta,
em forma de poesia?
É isso o ser poeta?
Eu não sou poeta,
sou apenas alguém,
que gosta de ver as palavras voarem no pensamento,
e transportá-las para pequenos textos,
que se formam naturalmente...

Nuno Miguel Miranda
"Parvoices" de um Sonhador

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Sou folha de papel...


Sou folha de papel...

Sou folha de papel...
Folha de papel branco,
esperando o teu sorriso,
para que pintes um sorriso em mim...
Sou folha de papel...
Papel branco esperando que as tuas lágrimas,
desenhem em mim,
a tua dor,
a tua alegria...
Sou folha de papel...
Papel puro,
esperando que a tua pele me toque,
me tatues o teu cheiro,
te imortalizes em mim...
Sou folha de papel...
Folha virgem,
esperando por ti,
esperando pelos sonhos,
para te guardar em cada traço,
em cada rabisco,
em cada palavra,
em cada pensamento...
Sou folha de papel...
Sou folha de papel,
esperando por ti,
pelo sorriso,
pela felicidade...

Nuno Miguel Miranda
"Parvoices" de Um Sonhador



sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

O tempo passa...


O tempo passa...

A cor que me veste,
que pinta este quadro,
em que espero por ti,
perde-se nos minutos que passam...
A espera,
a ansiedade,
consome-me a vida em torno deste meu trono,
onde te espero,
feita rainha,
esperando o príncipe,
cá do alto olhando em todas as direcções...
Veio o sol,
a chuva e o vento,
abriguei-me,
protegi-me,
mas aguentei-me firme...
Neste quadro,
a vida que resta,
sou eu,
já tudo à minha volta,
foi morrendo,
desaparecendo,
cansando-se de esperar...
Continuo aqui,
à espera sim,
não sei por quanto tempo,
mas enquanto o tempo passa,
e eu me aguentar,
continuarei a dar cor e vida,
a este quadro...

Nuno Miguel Miranda
"Parvoices" de Um Sonhador








sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Memórias...


Memórias...

Olho para o álbum,
o velho álbum de fotografias,
que está abandonado,
perdido no esquecimento,
na prateleira,
esperando que alguém o agarre,
e liberte as memórias...
Velhas fotografias,
que com o passar do tempo,
não perdem apenas a cor,
a vida,
mas também o sentido...
Ganho forças,
ganho coragem,
e pego naquele velho livro,
no álbum esquecido...
Respiro fundo,
enquanto olho para a capa gasta,
ao mesmo tempo que as memórias do passado,
começam agora a invadir-me o pensamento...
Preparo-me para uma viagem ao passado,
onde alguns fantasmas,
serão acordados,
e ficarão por cá mesmo depois de voltar a fechar o álbum...
Abro a capa,
um arrepio,
uma lágrima...
Só estou eu e o álbum,
mas tenho de ser forte perante ele,
não posso deixar que o passado me derrube,
que me faça ir abaixo,
mas ao mesmo tempo,
sinto que preciso combater isto...
Viro as páginas,
algumas duas a duas,
tentando que aquilo chegue ao fim depressa...
Paro em algumas,
demoro mais um pouco,
aquelas em que reconheço um rosto feliz,
de sorriso sincero,
puro e que expira felicidade...
Um rosto,
que agora,
quando olho no espelho,
não consigo reconhecer,
o sorriso,
por vezes é forçado,
devido à tristeza que se instalou em mim
e que de alguma forma,
me vai consumindo aos poucos...
Em algumas páginas,
as lágrimas,
tornam-se livres e não as consigo segurar...
Uma fotografia faz-me parar,
quero virar a página mas não consigo...
A felicidade,
a união que está ali imortalizada,
e que hoje é inexistente,
faz-me pensar,
se realmente,
naquele dia haveria a felicidade,
que ali está retratada...
Fecho a mão,
cerro os punhos,
a raiva,
que por vezes corre nas veias,
sobressai...
Tenho de fechar o álbum,
colocá-lo na prateleira...
Pensei que conseguia,
pensei que iria ser mais forte,
mas ainda doi,
ainda doi muito...
Um dia,
talvez consiga voltar a abrir o álbum,
e ser mais forte...

Nuno Miguel Miranda
“Parvoices” de Um Sonhador