quarta-feira, 26 de setembro de 2012
A chuva voltou...
A chuva voltou...
A chuva apareceu sem convite,
trazendo com ela,
uma nova melodia,
ao vazio dos dias,
que haviam sido mergulhados em rotina...
As gotas,
que uma a uma,
iam tocando na janela do quarto,
lembrando o teu toque à minha porta...
A lenha já ardia na lareira,
dando à sala,
uma iluminação natural,
e um calor que aconchegava,
e convidava a um copo de vinho...
Liguei o rádio,
vasculhei todos os postos,
procurando uma musica,
aquela musica,
qualquer musica,
que naquele momento,
completasse aquele quadro,
que aos poucos se ia desenhando no ar...
Abri um vinho tinto,
sentei-me no sofá,
copo na mão,
a cabeça para trás,
e fechei os olhos...
De olhos fechados,
imaginei,
tudo o que estava à minha frente,
a sala aquecida,
pela lenha que ardia na lareira e a iluminava...
A chuva que "tocava" à janela,
e a musica que rasgava suavemente
o silêncio da noite,
compondo suaves melodias com a chuva...
E no fim,
imaginei-te a meu lado,
a saborearmos o vinho tinto,
o momento,
e desejando que o relógio parasse...
Nuno Miguel Miranda
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segunda-feira, 24 de setembro de 2012
Um simples beijo...
Um simples beijo...
Uma palavra apenas...
Um beijo que interrompe a palavra...
Uma palavra que não chega para descrever o beijo...
Um beijo que te dou...
Uma palavra que me dizes...
Um beijo que te roubo...
Uma palavra que leio nos teus olhos...
Um beijo que se extende...
Uma palavra que se multiplica...
Um beijo mais que me pedes...
Uma palavra que repetes:
beija-me...
Nuno Miguel Miranda
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Senti, ouvi...
Hoje ouvi...
Hoje senti...
Não sei quem ouvi...
Não sei o que senti...
Ouvi o que precisava ouvir...
Senti o que teria de ter sentido,
Mesmo ainda sem saber bem o que...
Hoje as vozes estiveram aqui,
Vieram de longe,
Ouvi-as bem de perto...
Senti algo,
Que não sei bem explicar...
Senti conforto,
Senti frio,
Senti-me estranho,
Senti-me bem...
As vozes fizeram-se ouvir,
Ecoaram na minha cabeça...
Senti o mundo sobre mim,
Senti que sou parte do mundo...
Nuno Miguel Miranda
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Tu sofres...
Tu sofres,
Não demonstras,
Mas tu sofres...
Não o mostras,
Não por receio que te critiquem,
Mas porque teimas em que tem de ser uma dor só tua...
Tu sofres,
E sem quereres,
Outros sofrem contigo...
Tu sofres,
Em silêncio,
Porque carregas esta dor,
Forte,
E que por mais tempo que passe,
Tomaste como tua,
Como se da tua cruz se tratasse...
Tu sofres,
E com esse sofrimento,
Mascaras o teu rosto,
Com forçados sorrisos,
Para que ninguém se aperceba,
Que por trás desses sorrisos,
Existem lágrimas...
Tu sofres,
Mas apenas queres paz,
Queres saber apenas que está bem...
Tu sofres,
Mas só querias ser feliz...
Para ti,
E lembra-te,
NÃO ESTÁS SÓ,
Por mais longo que seja o caminho...
Nuno Miguel Miranda
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segunda-feira, 17 de setembro de 2012
Revolta...
Revolta...
O meu rosto,
tenta cobrir o que vai dentro de mim..
O sorriso,
esforça-se por afastar as perguntas,
que possam ser colocadas ao meu olhar...
O olhar,
O meu rosto,
tenta cobrir o que vai dentro de mim..
O sorriso,
esforça-se por afastar as perguntas,
que possam ser colocadas ao meu olhar...
O olhar,
inundado em lágrimas que insistem em cair,
que tudo faço para aguentar dentro de mim...
A pele que me veste,
não deixa notar a revolta que toma conta de mim...
Nuno Miguel Miranda
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que tudo faço para aguentar dentro de mim...
A pele que me veste,
não deixa notar a revolta que toma conta de mim...
Nuno Miguel Miranda
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domingo, 16 de setembro de 2012
Rasgas-me o pensamento...
Rasgas-me o pensamento...
Abra ou feche os olhos,
és tu à minha frente...
Chego a casa,
vejo-te,
sinto-te,
o teu cheiro,
ambienta a casa,
as tuas roupas pelo chão,
decoram a sala,
o quarto,
todo o espaço...
A música que ouço,
a tua voz ao meu ouvido,
chamando por mim...
Nuno Miguel Miranda
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terça-feira, 4 de setembro de 2012
Procuro-te...
Procuro-te...
Ali,
deitado na cama,
sozinho,
perdido na sua imensidão,
com a tua ausência...
As suas medidas,
sem ti,
parecem interminaveis...
Percorro-a à tua procura,
procuro por sinais de ti...
Espero poder tocar-te,
sentir o teu calor,
embebedar-me com o teu cheiro...
A cama sem ti,
é um mundo sem barreiras,
sem ter onde me perder,
sem ter com que me deliciar,
sem ter nada que me faça parar
e desfrutar...
Procuro-te,
por entre os lençois,
olho a tua almofada vazia...
Resta-me esperar,pelo teu retorno,
e que a cama,
vire montanha russa,
e nos leve em viagens loucas,
prazeres imensos,
orgasmos intensos...
Procuro-te,
agora nos meus sonhos,
tentado reviver,
os nossos momentos,
esperando pelos próximos...
Nuno Miguel Miranda
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segunda-feira, 13 de agosto de 2012
Da-me o teu corpo...
Da-me o teu corpo...
A tua pele,
O teu toque,
O teu cheiro,
O teu corpo...
Deixa-me tocar-te,
toca-me devagarinho...
Deixa-me cheirar-te,
tatua o teu cheiro no meu corpo...
Deixa-me voar na tua pele,
deslizar o teu corpo no meu...
Quero beijar-te,
quero que me beijes...
Quero tocar-te,
quero que me toques...
Quero amar-te,
quero que me ames...
Vem deitar-te a meu lado,
deixa-me que a minha pele toque na tua,
sinta a suavidade dela,
ao mesmo tempo que os nossos corpos,
mergulham numa orgia de cheiros,
suspiros, espasmos e orgasmos...
Sobe para cima de mim,
vem tomar o teu reino,
e ser dona do meu ser...
Pressiona o meu peito com as tuas mãos,
invade-me com o teu olhar,
domina-me com palavras...
Vem amar-me pela noite dentro,
deixa-me saciar-me desta sede de ti...
Nuno Miguel Miranda
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A matemática da vida...
A matemática da vida...
A vida,
tem um começo,
tem um fim,
e essa é a única certeza que se tem nela...
Desde o ponto A até ao B,
passam-se momentos,
de diversas variantes...
A essa linha entre os dois pontos,
chamam-se dias, meses,
anos...
Se assim fosse,
concluíamos desde já que na idade Z,
todos saberíamos o mesmo,
sentiríamos o mesmo,
seriamos todos o mesmo...
Eu adoro ter a minha idade L (L, porque não quero ser igual a todos os X ou Y que se usam por defeito) e saber que sou diferente de todos os outros, nascidos no mesmo ano G...
A idade não nos diz quem somos,
ela apenas nos diz,
quanto tempo tivemos para aprender,
saber ou viver o que já aprendemos,
sabemos ou vivemos...
Adoro ser matematicamente incorrecto,
ou ser assim, discordante,
resumindo,
ADORO ser eu,
com a idade L que tenho...
Nuno Miguel Miranda
A vida,
tem um começo,
tem um fim,
e essa é a única certeza que se tem nela...
Desde o ponto A até ao B,
passam-se momentos,
de diversas variantes...
A essa linha entre os dois pontos,
chamam-se dias, meses,
anos...
Anos,
com que nos tentam classificar,
num cálculo matematicamente incorrecto,
aplicando uma fórmula com variantes impossíveis de calcular...
Teima-se que X anos tem de ser = a Y feito/personalidade/
conhecimento...com que nos tentam classificar,
num cálculo matematicamente incorrecto,
aplicando uma fórmula com variantes impossíveis de calcular...
Teima-se que X anos tem de ser = a Y feito/personalidade/
Se assim fosse,
concluíamos desde já que na idade Z,
todos saberíamos o mesmo,
sentiríamos o mesmo,
seriamos todos o mesmo...
Eu adoro ter a minha idade L (L, porque não quero ser igual a todos os X ou Y que se usam por defeito) e saber que sou diferente de todos os outros, nascidos no mesmo ano G...
A idade não nos diz quem somos,
ela apenas nos diz,
quanto tempo tivemos para aprender,
saber ou viver o que já aprendemos,
sabemos ou vivemos...
Adoro ser matematicamente incorrecto,
ou ser assim, discordante,
resumindo,
ADORO ser eu,
com a idade L que tenho...
Nuno Miguel Miranda
domingo, 12 de agosto de 2012
Palavras em bruto...
Palavras em bruto...
Palavras em bruto,
Tal minério,
Disponível a todos,
Mas que nem todos o sabem trabalhar...
Palavras em bruto...
Que se limam,
Com sentimentos...
Se aparam,
Com lágrimas...
Se moldam,
Com dor...
Se pintam,
Com sorrisos...
Se desenham,
Com a tristeza...
Palavras em bruto,
Que moldamos todos os dias,
Consoante o nosso dia a dia,
Em que quardamos em projectos,
Para mais tarde exibir...
Palavras em bruto,
Que todos têm,
Mas que poucos o sabem...
Nuno Miguel Miranda
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quarta-feira, 8 de agosto de 2012
Perdido...
Perdido...
Sinto-me perdido...
Sinto-me perdido...
Todos aqueles momentos que vivi...
Tudo o que dei de mim...
Terá sido em vão?
Será que valeu a pena?
Não espero retorno de nada,
mas um pouco de gratidão?
Fui assim tão mau?
Será que nada do que tenha feito,
seja suficiente para uma marca positiva?
Tanta pergunta que me invade o pensamento nestes momentos...
Se podessemos ter uma teclado ligado a nós para seleccionar pensamentos,
fazer um shift + delete...
Seria diferente,
mas seria mais fácil?
Sei que não,
mas é a vontade que dá mesmo...
Poder fugir,
gritar,
mandar tudo à merda e respirar fundo
e de alivio depois de tudo feito...
É complicado viver sozinho no meio da multidão...
Preciso do meu vazio,
quero o meu mundo...
Quero gritar sem que ninguém me olhe de lado.
Quero poder dizer "prontos" só porque me vai apetecer.
Quero poder fazer tudo
ou até o nada sem me importar com as consequências desses actos...
Quero 5 minutos nesse espaço...
Será que existe?
Nuno Miguel Miranda
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Nuno Miguel Miranda
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terça-feira, 7 de agosto de 2012
Quando acordo e tu não estás...
Quando acordo e tu não estás...
Perco-me nestas linhas,
com que te tento escrever...
As linhas que desenho no meu pensamento,
reproduzindo o teu sorriso...
O teu rosto perfeito,
desenhado à mão pelo mestre...
A tua beleza unica,
que me prende em sonhos....
Aqueles sonhos que vivo
enquanto durmo e me mantêm vivo...
Acordo e só penso em dormir
para poder estar contigo...
É uma tortura passar o dia à espera da noite...
Queria ter-te a toda a hora...
Resides na minha lembrança...
Apenas isso...
Aquele momento que passou...
O cheiro que deixaste tatuado no meu corpo...
A pele sedosa que vestias...
Nuvens onde dormimos,
criadas pelo incenso que assistiu ao nosso amor...
Dissiparam-se depois...
Como os meus sonhos,
todas as manhãs quando acordo e tu não estás...
Nuno Miguel Miranda
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segunda-feira, 6 de agosto de 2012
Virar a página...
Sinto que uma página se virou...
Mais uma,
entre tantas outras,
que todos os dias escrevo,
apago,
emendo,
e adiciono a este livro...
Uma página,
cheia de parágrafos,
pontos de interrogação,
exclamação,
reticências e até,
espaços em branco,
em que as palavras não se encontram...
Palavras que por vezes abundam,
como os sentimentos,
como o vazio,
a saudade,
a dor
e a tristeza...
Palavras,
que nem sempre chegam,
para encher aqueles vazios,
colocados na página pela dúvida...
Seria fácil,
se conseguíssemos arrancar
algumas dessas páginas...
Esquecer as linhas escritas nelas,
transformar a folha em branco,
sem espaços,
desenhar nelas o vazio,
para que não fosse possível recordar...
Uma página,
que agora se vira,
mas que o livro
de tudo fará para me lembrar...
Nuno Miguel Miranda
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apago,
emendo,
e adiciono a este livro...
Uma página,
cheia de parágrafos,
pontos de interrogação,
exclamação,
reticências e até,
espaços em branco,
em que as palavras não se encontram...
Palavras que por vezes abundam,
como os sentimentos,
como o vazio,
a saudade,
a dor
e a tristeza...
Palavras,
que nem sempre chegam,
para encher aqueles vazios,
colocados na página pela dúvida...
Seria fácil,
se conseguíssemos arrancar
algumas dessas páginas...
Esquecer as linhas escritas nelas,
transformar a folha em branco,
sem espaços,
desenhar nelas o vazio,
para que não fosse possível recordar...
Uma página,
que agora se vira,
mas que o livro
de tudo fará para me lembrar...
Nuno Miguel Miranda
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sexta-feira, 27 de julho de 2012
É Difícil...
É difícil...
Tento todos os dias,
lutar contra esta ausência...
Leio,
ouço musica,
vejo televisão,
tento não dormir,
para não te sonhar...
Preciso de ti,
a meu lado,
para sermos um só...
É difícil esta distância,
mesmo sabendo que estás ai,
porque não estás aqui...
Todos os dias te ouço,
te leio,
te vejo,
mas não te toco,
não te beijo,
não te sinto,
não te posso abraçar...
É difícil este vazio entre nós,
mesmo sabendo que não é eterno...
Conto os dias que faltam,
as horas,
até os minutos,
para que os nossos olhares se cruzem,
os nossos lábios se toquem,
e os braços se entrelacem...
É difícil...
Nuno Miguel Miranda
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quinta-feira, 26 de julho de 2012
Deitada na cama...
Deitada na cama...
Cheguei a casa,
a música,
ambientava todo o espaço...
As velas,
espalhadas pelo corredor,
indicavam o caminho,
que deveria seguir...
Passo a passo,
lentamente,
mas com imensa vontade,
de ver onde me "levarias",
percorri todo este labirinto...
Levaste-me,
até à sala,
onde um papel,
escrito a bâton me dizia:
-"Despe-te e continua caminho!"
O calor aumentava,
despi-me e segui o caminho da luz,
iluminado pelas velas...
Na porta do quarto,
novo desafio...
Uma venda,
e com ela,
nova mensagem:
-"Fecha os olhos e procura-me!"
Coloquei a venda,
abri devagar a porta,
que me levaria até ti...
Entrei e ouvi-te:
-"Muito bem, estou aqui, encontra-me!"
Devagar procurei-te pelo quarto,
percorri cada pedaço de chão procurando por ti,
talvez,
estivesses em pé atrás da porta,
fui a cada canto do quarto,
e resolvi por fim,
ir procurar-te na cama...
As minhas mãos,
encontraram o teu corpo,
despido,
quente e chamando por mim,
pelo meu toque...
Agarras no meu rosto,
beijas-me,
tiras-me a venda,
e dizes-me:
-"Aqui me tens,
o teu prémio... Ama-me!!!"
Nuno Miguel Miranda
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domingo, 22 de julho de 2012
A vida às peças...
A vida às peças...
Uma mais outra,
entre tantas peças,
que fazem da vida um puzzle...
Um dia,
uma peça...
Uma pessoa,
uma peça...
Um sentimento,
uma peça...
E por ai fora...
Da maneira,
que as peças se encaixam,
se vai vendo o puzzle,
a vida,
ganhar forma,
também o inverso acontece...
O puzzle cai,
o vento derruba-o...
Volta-se a procurar a peça certa,
tenta-se reencontrar,
aquela peça que tem o sentimento,
para nos unir a outra peça...
Desespera-se...
Sofre-se...
As lágrimas,
fazem também parte deste puzzle,
mas são diversas as peças,
a si associadas...
Encontra-se uma peça de canto,
coloca-se para o lado...
Ainda é cedo para terminar...
Nuno Miguel Miranda
quarta-feira, 18 de julho de 2012
Sinto saudade de ti...
Sinto saudade de ti...
Sinto saudade,
do teu olhar,
do teu beijo,
do teu sorriso,
até do teu silêncio enquanto me abraças...
Sinto saudade,
do teu toque,
do teu jeito de ser,
de te amar...
Sinto saudade,
de te ter aqui,
de te abraçar,
de simplesmente estar a teu lado...
Sinto saudade,
das tuas birras,
dos teus mimos,
dos teus gestos mais simples...
Sinto saudade de ti...
Nuno Miguel Miranda
http://facebook.com/parvoices.de.um.sonhador
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segunda-feira, 16 de julho de 2012
Beijas-me com o olhar...
Beijas-me com o olhar...
Dou-te a mão...
Recuas,
não porque não a queiras dar,
mas porque não queres ser um peso...
Insisto,
estendo-te a minha mão,
dou-te o meu ombro,
o meu abraço...
A muito custo, avanças,
mas sempre que podes,
foges,
recuas,
isolas-te...
Não te prendo a mim,
deixo-te livre,
mas dou-te a minha sombra...
Sabes que estou,
estarei sempre aqui...
Olhas-me,
eu olho-te,
os teus lábios,
não se mexem,
os teus olhos,
são um livro aberto...
Em silêncio,
pedes-me que não parta,
que fique ai,
mas ao mesmo tempo,
sem querer magoar,
dizes-me que queres estar só...
Só te quero bem,
e estarei aqui,
ali,
ou onde queiras,
e estarei a teu lado,
sempre que precises,
mesmo sem o conseguires pedir...
Do nada,
abraças-me,
os teus braços envolvem-me,
dizendo obrigado,
a tua respiração beija-me ao ouvido,
sinto-te melhor,
sempre que tens este gesto...
Com o olhar,
conversamos,
ali,
por minutos,
por momentos,
únicos,
em que as palavras,
seriam só palavras,
e o olhar é tudo...
Nuno Miguel Miranda
sexta-feira, 13 de julho de 2012
Tiro-te de mim...
Tiro-te de mim...
Rasgo as folhas de papel...
Aquelas,
que outrora,
suportaram as palavras,
carregaram os sentimentos,
desenhavam o amor...
Rasgo com elas,
as lembranças,
as recordações,
as memórias...
A raiva,
na ponta dos dedos,
queima,
quando toco nas folhas,
aquelas folhas de papel,
simples agora,
sem sentido,
que antes,
eram tudo...
Rasgo-te de mim,
o teu cheiro,
que me tatuava a pele,
o teu toque,
que ficava cravado na memória...
Rasgo,
os pensamentos,
os planos desenhados no ar,
as ideias pensadas naqueles momentos a dois...
Rasgo-te do futuro,
tentando apagar,
qualquer pegada tua no passado...
Nuno Miguel Miranda
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quinta-feira, 12 de julho de 2012
Tenho em mim...
Tenho em mim...
Tenho em mim,
sonhos,
saudades,
revolta,
dor,
desejos...
Tenho em mim,
muitos fantasmas do passado,
muitas amarras,
que queria e não consigo soltar...
Tenho em mim,
por vezes o vazio,
um "nada" carregado de coisas,
inúteis,
simples poeira que não desaparece,
não me deixa....
Tenho em mim,
o querer e a vontade,
de ser feliz...
Tenho em mim,
a força de ti,
que me "empurra" para a frente,
sem deixar que o passado me mantenha preso...
Tenho em mim,
o que preciso,
TU...
Nuno Miguel Miranda
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