sexta-feira, 15 de maio de 2009

Tempo - parte II
















O tempo... 
É apenas tempo...
Tempo que não temos... 
Tempo que desperdiçamos...
Tempo que tentamos comprar...
Tempo que perdemos em busca de mais tempo... 

 
É verdadeiro assumir que tempo é apenas tempo. 
Mas é esse tempo que nos faz ter tempo para as coisas belas da 
vida com que gastamos tempo. 

 

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Tempo...
















O tempo...
Imenso, 
espaçado,
incerto,
suficiente,
insuficiente,
rigoroso...

etc,
etc,
etc...

Vivemos no tempo,
pelo tempo,
sem tempo,
à procura de mais tempo,
sempre com receio de perder tempo...

Afinal, 
o tempo é apenas tempo...

Não conseguimos ganhar mais tempo,
Não podemos perder tempo...

Tempo é incerto, mas é sempre tempo...

Se temos 60 segundos de tempo, nunca podemos ganhar 
mais tempo para acrescentar a esses 60 segundos,
Pois, deixariam de ser 60 segundos...

O tempo, não somos nós que o fazemos, não o conseguimos manipular...

Devemos sim, saber usá-lo e aproveitá-lo...



quinta-feira, 30 de abril de 2009

Palavras










Palavras, 
Tantas, imensas, e...
Por vezes tão poucas...

Inúmeras palavras e naqueles momentos, nenhuma surge... 

Como pode num momento, um dicionário, se tornar n'o livro em branco? 

Palavras, 
Podem ser rosas, quando te acariciam...
Facas quando te espetam o coração de duras que as escrevem...

Armas? 
Flores? 
Para que? 

Temos as palavras...

quarta-feira, 22 de abril de 2009

À Noite Sem Ti...











É quando a noite cai, 
Que mais sinto a tua ausência... 
A magia que não fazemos, 
O amor é pura inexistência...
Os teus braços que não me envolvem, 
O teu corpo que não abraço... 
A cama vazia sem vida, 
A busca incansável por ti, 
É esse o motivo do meu cansaço...
A tristeza que a tua distância me presenteia,
O dia de amanhã que o meu ser anseia...
O terror de te perder, 
A incerteza de te vir a ter... 

...

terça-feira, 14 de abril de 2009

Lágrima





























Lágrima...

O meu rosto treme. 
Descendo por ele, 
uma lágrima. 
Pesada. 
Forte. 
Queimando na sua descida. 
Soltando de mim a tristeza acumulada. 
Alívio? 
Talvez. 
Por soltar a tristeza de mim. 
Desanimado?
Pois com ela, 
sais também tu mais um pouco de dentro de mim. 
Tento armazenar-te. 
Sofrer-te sem esquecer-te. 
A lágrima expulsa de dentro de mim, 
como sinal de partida. 
Devo deixar-te sair, 
voar, 
para que eu possa viver. 
Viver livre sem ti a prender o meu pensamento. 
O ardor da lágrima, 
estes centímetros de rosto, 
este seu pequeno trajecto que parece não ter fim. 
Lágrima salgada que desagua nos meus lábios,
recordando os beijos trocados.  
Lágrima inocente, 
pura e ardente. 
Escorres pelo meu rosto e tatuas a tua passagem na minha alma. 
Vai. 
Voa em direção à felicidade. 
Lágrima perdida, 
lágrima fugida, 
lágrima sofrida.

Nuno Miguel Miranda

http://facebook.com/parvoices.de.um.sonhador